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FAQ – ORC

O ORC pode ser injetado em poços de injeção ou poços de monitoramento existentes?

Sim, desde que algumas condições sejam observadas: 1) os poços devem ser projetados e construídos de maneira adequada; 2) o aqüífero deve ser capaz de suportar o volume da solução de ORC com 10 a 20% de sólidos; 3) os poços devem receber no mínimo 1 a 2 volumes de água injetada, ou até que a água do poço esteja limpa, antes da injeção do ORC; 4) o tubo filtro do poço deve ser limpo com uma escova de aço. NOTA: é extremamente importante que todo o ORC seja removido e enxaguado do poço após sua injeção.  O não cumprimento desta atividade pode causar danos ao poço, diminuição da condutividade hidráulica do pré-filtro e diminuição do percentual de área aberta do tubo filtro.  Para informações sobre o uso do ORC em poços de monitoramento existentes, clique aqui.

O ORC pode ser usado na zona não saturada (zona vadosa)?

Sim, desde que a massa de contaminantes na zona saturada esteja muito bem caracterizada e definida, e desde que haja umidade suficiente no solo para ativar a liberação de oxigênio pelo ORC.  Ainda, a umidade do solo deve ser suficiente para permitir a atividade biológica.  Normalmente as bactérias populam os finos filmes de água e contaminante que estão adsorvidos na matriz de solo.   É necessário que haja área suficiente para que ocorra um bom contato entre a bactéria, o oxigênio e o contaminante.
A aplicação de ORC na zona não saturada é feita através de uma série de pontos de injeção com espaçamento reduzido, através dos quais uma solução de ORC e água são injetados.  A mistura da nata de ORC com água é utilizada para criar o efeito de “mounding” , espalhar o ORC e promover a umidificação da zona não saturada.
 

Quando eu sei que a reação do ORC se extinguiu?

Para avaliar se a reação do ORC se extinguiu, é necessário medir as concentrações de oxigênio dissolvido (OD) e dos contaminantes.  A avaliação isolada do oxigênio dissolvido (OD) pode induzi-lo a erros de interpretação.  O valor do OD é o resultado do excesso de OD que não foi consumido pelo aqüífero.  Quando o consumo de OD no aqüífero é alto, em função da atividade biológica, as concentrações de oxigênio dissolvido serão baixas.  Deste modo, as concentrações dos contaminantes de interesse  também devem ser avaliadas para como indicador da longevidade do ORC.
Se a aplicação do ORC tiver ocorrido nos últimos 6-9 meses, a concentração de TPH/BTEX estiver baixa e, houver pouca ou nenhuma concentração de OD, é muito provável que o ORC ainda esteja liberando oxigênio, o qual está sendo consumido pelo processo de biodegradação dos contaminantes.  No entanto, se a concentração de TPH/BTEX tiver aumentado ou tiver atingido um patamar que perdure por alguns meses, e caso já tenha passado mais de 6 a 9 meses da aplicação de ORC, é provável que a reação do ORC esteja extinta e, ainda, uma nova desorção ou influxo de contaminante tenha ocorrido.  Ainda, é preciso que se avalie alterações nos níveis potenciométricos, juntamente com as considerações anteriores, uma vez que a variação dos níveis potenciométricos normalmente afetam as concentrações dos contaminantes em águas subterrâneas.

Com que freqüência preciso reaplicar o ORC?

Nos últimos anos, a Regenesis avaliou mais de 7.000 projetos de uso do ORC no mundo todo.  A longevidade média do ORC verificada em situações de campo foi de 6 a 9 meses.  Longevidades menores (3-6 meses) ou maiores (9-12 meses) dependem das condições específicas de cada site. O ORC liberará oxigênio de maneira mais rápida em áreas com maiores concentrações de contaminantes, maiores velocidades de fluxo (> 0.15cm/dia) e maiores cargas de material orgânico.