A avaliação da via de intrusão de vapores é, possivelmente, a etapa de maior incerteza em um estudo de avaliação de um edifício sujeito ao problema. A razão é bem documentada.  As concentrações de compostos orgânicos voláteis, provenientes da contaminação do solo e/ou da água subterrânea, no ar interior variam em ordens de grandeza ao longo de um mesmo dia, em resposta ao diferencial de pressão entre a edificação e a subsuperfície, à pressão barométrica, à direção e à velocidade do vento, à temperatura, à umidade do solo, à operação dos sistemas de climatização e à sazonalidade.

Nesse contexto, uma campanha pontual de 8 h ou de 24 h com canisters não captura todas essas variáveis e a dinâmica das concentrações. Dependendo do momento em que a amostra é coletada, o resultado pode subestimar ou superestimar de forma significativa a exposição real dos ocupantes.  Em ambos os casos, a decisão técnica que dele decorre pode ficar comprometida.

Foi para responder a essa limitação que a Clean Environment Brasil oferece seu Laboratório Móvel para o Monitoramento Contínuo do Ar Ambiente e/ou Sub Slab em investigações de intrusão de Vapores, que oferece:

• Análises cromatográficas realizadas no próprio ambiente do estudo, com resultados em minutos e frequência de amostragem horária ou sub-horária, ao longo de dias ou semanas;

• Amostragem multiplexada de múltiplos pontos, incluindo ar interior em diferentes ambientes, ar externo (linha de base) e vapor do solo sob a laje;

• Registro contínuo das variáveis explicativas, isto é, diferencial de pressão, pressão barométrica, temperatura, umidade relativa e parâmetros meteorológicos, o que permite correlacionar as concentrações observadas aos mecanismos que as governam;

• Discriminação entre fontes internas das substâncias químicas de interesse, como produtos de limpeza, solventes e materiais de acabamento, e a contribuição efetiva da subsuperfície;

• Geração de séries temporais robustas, adequadas à estimativa de concentrações representativas de exposição crônica.

Os ganhos são diretos: redução de falsos positivos e de falsos negativos; ajuste do plano de investigação ainda em campo; dimensionamento tecnicamente fundamentado de sistemas de mitigação, a exemplo da despressurização subslab; verificação objetiva do desempenho pós-instalação; e, sobretudo, comunicação de risco mais transparente com os órgãos ambientais, com os proprietários e com os ocupantes.

A abordagem é aderente às recomendações da USEPA e do ITRC quanto à necessidade de múltiplas campanhas e ao tratamento explícito da variabilidade temporal, bem como às diretrizes de gerenciamento de áreas contaminadas vigentes no país.

Dados de alta resolução temporal não encarecem o estudo, eles evitam o custo, bem maior, de decidir com base em uma única fotografia de um processo que é, por natureza, dinâmico.

Estou pessoalmente à disposição para discutir aplicações específicas em áreas industriais, comerciais ou residenciais.


Paulo Negrão

p.negrao@clean.com.br