Quando, no ano de 1836, o naturalista e paleontólogo dinamarquês Peter Wilhelm Lund empreendeu suas explorações às cavernas calcárias, nas proximidades das margens do Rio das Velhas (in “Anaes da Escola de Minas de Ouro Preto”, 1906/1907), a Lapa da Cerca Grande era conhecida como “Rochedo dos Índios. Assim, estonteado, Lund descreveu:
- Julguei ter diante de mim as ruínas de um vetusto palácio de gigantes e meus olhos demoraram-se na contemplação de uma série de altas arcadas escavadas na asa esquerda, como se esperasse descobrir aí, os vestígios de seus habitantes misteriosos.
Além de incontáveis fósseis humanos e de animais, nela foram encontrados vários artefatos pertencentes a indígenas que ali viveram, em épocas mais remotas. São pedras de machados em formas elípticas, alongadas, retangulares ou triangulares, como mostra a foto abaixo.

Localizada no município de Matozinhos, MG, a menos de 10 quilômetros em linha reta da cabeceira da pista do aeroporto de Confins, a Lapa da Cerca Grande é hoje um monumento natural tombado, em área particular.
Paleontólogos, arqueólogos, espeleólogos, estudantes e professores de várias universidades são freqüentadores assíduos dos enormes salões.

Como está situada em uma área particular, para se adentrar neste sítio é necessária uma autorização prévia dos seus atuais proprietários. A boa notícia é que ela está em processo de se tornar um parque estadual e em pouco tempo deverá ser aberta ao público.
Foi uma grande satisfação visitar o local e compartilhar com vocês.


Belo Horizonte, 19 de Outubro de 2009.
Francisco Guatimozim Vidigal
Representante Comercial da Clean Environment Brasil em Minas Gerais.